Confie em Deus - Parte I


          Decidi escrever este post porque trata-se de algo delicado, pessoal e porque as pessoas não falam muito sobre isso. Por mim mesma posso dizer: só quando senti paz e entendi o que Deus estava fazendo em minha vida, é que decidi compartilhar minha experiência.

          Talvez por vergonha, pressão ou talvez por medo, as pessoas que não tem filhos não gostam de falar sobre isso e talvez o silêncio dê voz a milhares de pensamentos sobre como lidar com elas mesmas e as pessoas ao redor. São tantas cobranças que amigos, familiares, enfim, a sociedade impõe que fica difícil falar abertamente. Ouvi dizer que ter filhos é  a mulher que sempre decide e no meu caso, posso dizer quê é  uma decisão  divina junto com meu marido e eu.

          Mas na verdade, ter filhos ou não trata-se muito de confiar em Deus. Até que os filhos venham e depois, para ensiná-los no caminho em que devem andar.

          Eu sempre gostei de crianças . Na verdade eu sou uma criança grande. (Me coloque perto dos pequeninos pra ver.)
        Para ser honesta, o mais próximo que cheguei de ser “mãe” foi cuidando do meu irmão. Desde bebê acompanhei sua vida, levei-o a escola, cuidei dele enquanto nossos pais trabalhavam, morou conosco quando me casei e “adotamos” como sendo nosso. Hoje ele é um adulto mas tivemos muitas preocupações como um pai teria e tivemos noções do que seria ter alguém dependente  de você.

          Então, fiquei  em conflito comigo mesma muitas vezes e até triste quando diziam que quem não tem filhos não  sabe o que é o amor. Quem não tem filhos não é  uma família de verdade. Quem não tem filhos não pode tirar férias em julho ou dezembro, época de férias porque... enfim não tem filhos e não conhece as necessidades de uma família (como se fôssemos ETs, ou como se não tivéssemos planos como qualquer outra pessoa).

           Na verdade eu acho essa afirmação um tanto quanto precipitada uma vez que o amor a um filho é  um outro tipo de amor e não o único. Afinal, nós os que não temos filhos não  somos “sem coração”.  Também sentimos amor. Também sentimos tristeza e alegria. Também rimos e choramos. Também nos importamos. Tenho amigos que não tiveram filhos também mas que cuidaram de outras pessoas de tal forma que deixaram de lado carreiras, vida própria porque se dedicaram ao bem estar de outro. Pessoas assim são movidas pelo amor.

          Quando penso sobre essas coisas vem em minha mente aquele dilema: mãe é quem gera ou quem cria? Lembrei de várias situações: daqueles que tiveram filhos e os abandonaram ou rejeitaram ou largaram seus cônjuges por causa de uma adoração centrada nos filhos. Para para mim isso já é um bom exemplo de que o amor materno não é  o “melhor” ou maior amor de todos e sim, outro tipo de amor.

           Jesus mesmo não teve filhos da carne e teve o maior do mundo. Me lembrei de suas palavras quando disse:
Não existe maior amor do que este: 
de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos João 15.13

          Sabe porquê? Por um filho você    a sua vida, é verdade, talvez não seja um sacrifício, mas jamais você daria por um amigo. Parece radical. Parece insano.

Continua...

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